Muito se fala sobre a Indústria de Celulose ter transformado grande parte da floresta nacional em cultura de eucalipto.

Foi a indústria ou foram o proprietários florestais?

O facto de haver uma área de eucalipto tão grande é revelador apenas da falta de alternativas para rentabilizar a propriedade rústica, que noutros tempos era essencial para a agricultura e representava uma grande parte do território que hoje está plantado de eucalipto.

É lógico que ao aplicar uma nova taxa para o sector, quem a vai pagar são os produtores florestais e o consumidor final (se optar por produtos nacionais), porque: -A Indústria vai ajustar os preços de venda dos seus produtos. -Os madeireiros vão ter de pagar menos ao produtor, ou cobrar mais pelos serviços que executem.

Vai-se penalizar quem faz uma gestão adequada e produz bem, pela mesma medida de quem abandona (aliás quem abandona terá menos despesas). Não há critérios, apenas uma vontade enorme de cobrar. António Costa já esfrega as mãos, porque vai poder cobrar mais um imposto. Para não ficar mal entregou o Sector Silvícola, já em dificuldades, aos leões.

Mais uma vez se toma a resolução de um problema pela via das taxas (à gangster), mesmo não havendo planos concretos para investir em floresta de conservação o ênfase é posto no aplicação de uma taxa suplementar ao sector, o que revela uma enorme falta de carácter por quem vende os seus princípios a troco de dinheiro ou apenas por capricho.